terça-feira, 19 de agosto de 2014

Parapente/ Frio


Do alto

No pico

A guitarra noturna, luminosa

Na rampa

A coragem do salto, honrosa


Na subida

A paisagem

Na chegada

Adrenalina


Frio

Muito frio

(...)



Na pele

Casacos, polainas, arrepios

Na boca

Chá quente, ainda tardio


Os inibidos

Na medida

Do vinho, aquecem

Outros

Afogam-se

Naquele padecem



No cafofo democrático

O petisco sobrevivente

Pão de queijo, quente

Suco de laranja sem gelo

A banir o vinho, precedente 


Lara Barros


















Um comentário:

Sei lá disse...

E serás uma grande poetisa, porque colocas personalidade naquilo que escreves.

http://fali-vendo-me.blogspot.com