sábado, 24 de dezembro de 2016

ANO NOVO: A HORA DE CONSERTAR O TELHADO É QUANDO AINDA NÃO ESTÁ CHOVENDO
Um ano se passou.
Passamos pelo ano ou,
Foi ele que passou por nós?
Se por nós (em nó) que possamos com amor desatá-los.
Se em nós que tenha sido como um presente com laço de fita
Passou.
Ficou pra trás.
Mas é bem verdade que também ficou em nós.
Passamos por ele,
ora adormecidos, aprisionados em pensamentos;
ora despertos, oferecendo a nossa presença à cada instante.
Bendita seja à data que une a todo o mundo numa conspiração de amor.
O calendário social se repete, nós talvez não. Participamos a cada ano de maneira diferente, já não somos os mesmos. Sorte a nossa. Já observou como uma pessoa engessada se sente?
Somos mutantes:
Na fé (como segurança interior)
No agir (não reagindo)
No pensar (desenvolvendo altruísmo)
No ser (sendo conscientes).
Numa sugestiva reforma íntima,
Se um dia foi muro, convide-se a ser ponte.
Se um dia foi torre, experimente voar até o chão e caminhe..
Se um dia foi céu, olhe para o chão e observe a superfície que ampara. A hora de consertar o telhado é quando não está chovendo.
Se um dia puder, seja você mesmo em sua melhor versão. Você pode iniciar olhando para dentro e aceitando ser quem é.
Então, ofereça tudo o que és.
Não espere nada em troca.
Abra as portas.
Que a celebração da ceia de natal seja no íntimo de cada um de nós. Que possamos oferecer em pratos limpos o que tivermos de melhor no coração -- de preferência servido na bandeja mais leve -- e ainda quente.
Desejo a todos os amigos um feliz natal e um feliz novo ano!
Com amor,
Lara Barros

sexta-feira, 29 de julho de 2016


Eles chegam - nosso coração repousa e - à alma se abastece. 
O sorriso é teimoso e o amor transparece. Família são laços que vão além dos traços - são caminhos que fluem em costas e, em ombros macios , em mares agitados ou em leitos de rios. São afetos que se comunicam em abraços sinceros, em camas feitas com esmero.

 No olhar - um sim! Um Sim, de eu te amo, eu quero que você seja feliz e eu te desejo tudo o que houver de melhor ! Mas nunca, nunca só! E nesse amor: respeito, cura, emoção e bondade que transborda no peito, somos sentimentos - sem julgamentos, colaboração, solidariedade sob o manto da vivacidade..

Somos de carne, mas juntos somos o infinito.

Lara Barros,
Salvador, 27 de março de 2016.


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Feliz dia dos amigos!

Aos meus amigos.

Desejo um feliz dia do amigo!

Nem tive tempo de falar algo que esteja a altura da amizade que nos une. 
E talvez, ainda não paramos para pensar na dimensão desses relacionamentos.

Amigo para eu, tem um significado abrangente. AMIGO se faz com o tempo, porque através do convívio ou do "longívio", através dos menores detalhes descobrimos os verdadeiros amigos.

Não que se exija um padrão -- ao inverso, a afinidade é inerente, seja instântanea ou a longo prazo. Se não houver afinidade, a gente se desdobra, tenta, reavalia nossos conceitos e preconceitos e, vamos além do que limitamos como nossos "afins".

Confesso que nos completamos.
Trocamos palavras, gestos; aperfeiçoamos nossas potencialidades; enxergamos pontos de vista diferentes, desconstruímos e construímos juntos, novas idéias e conceitos. Por isso é tão importante conversarmos. Precisamos a cada dia nos auxiliar a encontrar nossa verdadeira natureza -- distinta daquela que criamos a partir do contexto histórico que foi criado sobre nós:  nossa educação familiar, meio de convivência escolar e no geral -- os olhares e sorrisos que nos apresentaram ao mundo.

Quero que ainda este ano possamos iniciar esta reflexão e tentar colocá-la em prática. Começarmos a analisar juntamente toda essa construção identitária a qual estamos fixados.

Meus amadinhos, somos seres livres unidos por opção. E me sinto de verdade feliz por todos terem escolhido integrar--se a este círculo de amor e troca gratuita.

Um feliz dia dos amigos!

Amo vocês.

Lara Barros

Salvador, 20 de julho de 2016.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Onde estão as nossas raízes?



A pergunta é sugestiva. Somos formados e transformados por experiências ao longo do tempo. Cada um com sua história peculiar, com sensações e emoções singulares. O passado geralmente é considerado um período que deve ser esquecido - apagado. 
Será? As experiências que trazem sentimentos densos e causam desconforto, devem ser esquecidas em virtude da sua inutilidade. Contudo, algumas sensações dolorosas - podem ser avaliadas e desconstruídas, trazendo novos sentimentos e cura interior. 

Sim, uma coisa é você avaliar a qualidade das suas experiências e transformá-las, outra coisa é passar uma borracha em todo o passado e abandonar as suas raízes, pois são estas que revelam o contorno de toda a sua história de vida. Seria como zerar o cronômetro e se abster de todos os episódios que nos fizeram crescer e amadurecer, através dos nossos erros e da observação dos erros alheios.
Se é verdade a afirmação, de que tudo depende do ponto de vista, podemos observar toda e qualquer situação a partir do seu lado positivo ou negativo - e nessa ambiguidade de informações, a peneira da reflexão deve pautar-se nas experiências que nos deixaram mais fortes.
A indagação inicial está impregnada de uma coletânea de passados - pois somos a infância reprimida que tivemos, a abrangência de afetos recebida, o professor que nos perseguiu, a presença materna recorrente, os amigos que nos traíram, a sorte com as boas notas na escola, as paixões não correspondidas, as palavras de carinho que nos disseram e as pessoas amáveis que conhecemos. Toda pessoa é uma resposta humana.

 Quando uma coisa desagradável acontece, a tendência é abolirmos tal sensação das nossas lembranças, ao inverso, deveríamos refletir sobre como as experiências são importantes para o nosso processo de formação como seres sencientes e, cada uma delas, em sua classificação benéfica ou maléfica - deve ser compreendida como um grande aprendizado.
Sempre tive o costume de guardar pedacinhos de coisas - mensagens escritas em guardanapos, cartas datadas, rosas mergulhadas em vidros de álcool e fotografias com lembretes. Eles serão marcadores de quem fui e sinalizadores do caminho que percorri, para ser "como estou". 
Reserve suas lembranças, suas folhas amareladas, seus ombros amigos e suas cicatrizes. A vida nos apresenta novidades o tempo inteiro, cabe a cada um, atualizar-se as inovações, porém, com o cuidado de manter as suas raízes.
Fazendo uma analogia, podemos comparar o nosso desenvolvimento mental e espiritual ao crescimento de uma planta como o bambu -  que a partir da semente lançada á terra, cresce lentamente a base do equilíbrio e da flexibilidade diante das adversidades. Há espécies que levam 100 anos para crescer e seu desenvolvimento ocorre debaixo da terra, sem ninguém vê.
 As sementes se espalham e após um longo período se ramificam. Levam aproximadamente vinte e cinco anos para atingir sua altura máxima.  Nesse horizonte comparativo - avalia-se o quão importante é criar e manter raízes fortes para que possamos nos guiar com serenidade e confiança em nós mesmos - diante dos desafios que a vida nos apresenta.
 Se porventura você percebeu que deixou a sua essência em algum lugar adormecida ou mesmo perdida - abra o baú empoeirado das lembranças e acenda a luzinha das emoções, através do resgate daquilo que temos de melhor e mais profundo: a essência genuína .

Lara Barros .

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Apoteose da exposição

A essência foi restringida a seu território, profundo
Não encontrou espaço - abortada do submundo
Restrita em sua categoria, pelo universo dos objetos e das imagens
Diálogo de pura utopia – diante do contexto, altruísmo é bobagem.

Salienta-se valores hedonistas, extensivos ao narcisismo epidêmico
Oriundo da psicologização das modalidades de socialização
Um processo de personalização descentralizado e anti-sistêmico.

Abstrai-se os templos – explode o culto à libertação pessoal
O  inverso da domesticação autoritária e centralista, atualmente sazonal
Tão logo a revolução do consumo, negocia o individualismo personalizado
Reverbera a indiferença de massa, o antagonismo de classe supercivilizado.

No cabide, o excesso de novidades, despido pela bulimia da inovação
A negação da preeminência da centralidade – do interdito, à fruição
A abstração da alteridade, imposta pela apoteose da exposição.



Lara Barros 
29/ 05/ 2015

sábado, 7 de março de 2015

De frente

Franquia de portas

Recursos em janelas

Telhados comportam

Vocábulos e querelas


Lara Barros 



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Cada um

Como desenhar um código de barras incomum?
Distinto de todos - semelhante a nenhum?
Como registrá-lo como legítimo?
Se entre os demais, destoa e segue o seu próprio ritmo?
Como encaixá-lo no montante?
Quando sua essência é livre-natante?
Então, sem código, nem barras:
O tempo demora,
- No entanto revela -
E para quem não espera
O tempo merece alvíssaras.

Lara Barros